quarta-feira, janeiro 18, 2017

de de
SEXO, SEXO, SEXO
Você baixa aplicativos, conhece alguém e SEXO. Marca um café, os dois se dão bem e SEXO. Você conversa poucos minutos com alguém e talvez no dia seguinte SEXO. Aí você pensa: 'Nossa, que geração que só pensa em sexo, só faz sexo, só vive de sexo'.
E se eu lhe disser que desde 1920 somos a geração que MENOS faz sexo? Pois é, foi o que revelou um estudo da Universidade Atlântica da Flórida.
O grande componente do sexo é o proibido, o desejo que demora a se realizar, o construir no imaginário antes de tornar isso físico. Não é de surpreender que tanto liberalismo ia criar homens e mulheres broxas. Tudo que é fácil se torna banal e a banalidade é um repelente ao desejo.
Sexo sem imaginação é só fricção.
Viramos de fato uma geração que mais fala do que faz. As pessoas querem se mostrar seguras o tempo todo, mas lá dentro a insegurança reina.
Sexo bom não tem roupas de marca, sexo de verdade não tem posições, caras e bocas ensaiadas, o bom do sexo é o nu da alma, quando duas pessoas se despem das máscaras que encobrem até os sentimentos. Mas estamos tão acostumados a nos olhar no espelho e a tirar dezenas de fotos que nem na hora do sexo conseguimos nos desligar do 'eu' e ir para o 'nós'. Há sempre um disfarce, um medo não revelado, um 'será que ele(a) gostou?'.
Fizemos até mesmo do sexo um produto da moda. Assim aprendemos a consumir e esquecemos cada vez mais que transar, foder, amar é questão não de se vender, mas de se doar.

0 comentários:

Postar um comentário